Uso de antiagregante plaquetário após cirurgia endovascular para correção de aneurisma intracraniano: uma revisão sistemática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.13849374

Palavras-chave:

aneurisma intracraniano, antiagregante plaquetário, embolização endovascular, trombose

Resumo

Introdução: Aneurismas intracranianos são dilatações das artérias cerebrais, com prevalência de 1-5% na população adulta. A ruptura de um aneurisma causa hemorragia subaracnoide, com alta mortalidade e morbidade. O tratamento endovascular, como a embolização por coils e stents, é considerado padrão, mas aumenta o risco de trombose local. O uso de antiagregantes plaquetários, como aspirina e clopidogrel, é comum para prevenir trombose, mas questões sobre a melhor dosagem e duração do tratamento permanecem em debate. Objetivo: Analisar criticamente a literatura sobre o uso de antiagregantes plaquetários após procedimentos endovasculares para aneurismas intracranianos. Metodologia: A revisão foi realizada seguindo o método PRISMA, com uma busca em cinco bases de dados até 2024. Foram incluídos 49 dos 132 artigos considerados relevantes, focando em estudos sobre regimes de antiagregação, incluindo escolha de fármacos, dose e duração do tratamento. Resultados: Os 49 estudos analisaram mais de 6.500 pacientes, com grande heterogeneidade nos regimes utilizados. A aspirina foi o antiagregante mais comum (90% dos estudos), com doses variando de 75 a 325 mg/dia. O clopidogrel foi utilizado em 85% dos casos, na dose usual de 75 mg/dia. A dupla antiagregação reduziu o risco de trombose, enquanto a resistência ao clopidogrel foi observada em 20-30% dos pacientes. O prasugrel e o ticagrelor surgiram como alternativas, mas com riscos aumentados de sangramento. A duração do tratamento variou, com a maioria recomendando monoterapia com aspirina após 3 a 12 meses de dupla antiagregação. Conclusão: A terapia antiagregante é eficaz na prevenção de complicações tromboembólicas após cirurgia endovascular para aneurismas. A combinação de aspirina e clopidogrel é o padrão, mas alternativas como prasugrel e ticagrelor devem ser consideradas em casos de resistência ao clopidogrel. A duração ideal da terapia ainda requer investigação, e futuros estudos devem focar na individualização do tratamento e na segurança dos regimes propostos.

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Publicado

2024-09-27