Relações entre o D-dímero e a COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.11485054Resumo
O compartilhamento de dados (Data Sharing) tem sido uma prática utilizada que permite a realização de pesquisas e por essa razão adotado por agências de fomento à pesquisa. No Brasil foi criado recentemente o Repositório COVID-19 Data Sharing/BR, um repositório aberto contendo dados de pacientes que fizeram testes para COVID-!9 e realizados pelos Hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Grupo Fleury, este último englobando exames clínicos e laboratoriais em todo o país. Esse trabalho pretende estabelecer a possível relação entre o D-dímero e o diagnóstico de COVID-19 a partir do maior Data Sharing brasileiro sobre COVID-19. Os bancos de dados foram processados, e a partir da codificação do nome, foi possível indexar toda a base de dados, permitindo a pareamento do exame diagnóstico de COVID-19 (imunoglobulinas ou PCR) ao doseamento do D-dímero. A análise dos dados, apresentou algumas relações em comum e, portanto, indicam um possível padrão. A razão de chances do D-dímero acima do normal, foi maior em pacientes COVID-19 positivo (OR =1,6977). Pode-se determinar também que, quanto maior a média do D-dímero em um grupo de pacientes, maior a probabilidade de pacientes muito graves, que podem evoluir para óbito. Assim, o D-dímero além de ser preditivo para eventos tromboembolíticos, deve ser considerado como indicador de prognóstico, utilizado inclusive como indicador de demanda para a unidade respiratória aguda, a partir da admissão do paciente.

