Processo de desinstitucionalização: vivência de moradores em residências terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.13384578Resumo
Os Serviços Residenciais Terapêuticos são partícipes decisivos da Política Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde para a concretização das diretrizes de superação do modelo de atenção centrado no hospital psiquiátrico. O objetivo da pesquisa foi de conhecer a adaptação dos usuários com transtorno mental assistidos pelas Residências Terapêuticas de um município do interior de Minas Gerais. Sendo desenvolvido através de uma pesquisa de campo, descritiva, de abordagem quanti-qualitativa. O universo do estudo envolveu 19 moradores, porém seguindo o critério de inclusão na pesquisa, somente 10 moradores participaram da entrevista, sendo 3 mulheres e 7 homens, com média de idade de 55 anos e tempo de internação psiquiátrica variando de 5 a 20 anos. É inegável a relevância que as moradias têm na terapêutica e na ressocialização de egressos de instituições asilares. Os depoimentos pontuam o aborrecimento ao sofredor psíquico no modelo hospitalocêntrico e, afirmam que a rotina e a atenção a essas pessoas se tornou efetiva através da prática de cuidados oferecida pelo domicílio. Conclui-se que os moradores, gostam de morar nas residências terapêuticas e estão dispostos a realizar atividades cotidianas e o autocuidado, com o auxílio dos cuidadores, é importante manter e firmar o lindo trabalho desenvolvido pela equipe responsável pelos serviços de residências terapêuticas em questão.
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