Autonomia, patriarcado e paternalismo medico: nuances histórico-sociais da relação médico paciente
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.11638231Resumo
O princípio da autonomia reconhece o paciente como um sujeito ativo, possuidor de direitos, e que possui escolhas sobre a própria saúde. Esse foi reforçado durante a história recente, contudo, quando se trata da saúde feminina, modelos históricos seguem perpetuados. Tanto no arcabouço jurídico como no estado sanitário, valores que negam às mulheres a plena gerência sobre sua saúde persistem obstaculizando o pleno exercício desse direito. São elementos de uma sociedade patriarcal e paternal, que toma para si o direito de fazer escolhas para essa mulher, uma herança colonial. Neste artigo, discute-se o impacto desse estado social sobre a saúde reprodutiva e sexual feminina, um já histórico elemento redutor da feminilidade.

